Tempo
de luz
Eles
voltaram, seus olhos verdes
cintilam
fumaça como se incendiários fossem
Trouxeram
na alma o gosto de sangue,
na
mala pacotes de descaso e arrogância e
no
olhar, a frieza dos tristes destinos.
Apagaram
as luzes da praça,
espalharam
maldade
nas
cordas dos violões que
dedilhavam
canções e rebeldia.
Eles
querem ficar,
mas
haverá de nascer no coração
de
quem ama um novo esperançar,
um
brotar novo de querer ser feliz.
Eles
não vão ficar
Vai
chover luz, ternura
e
uma onda de amor encharcará
de
clamor a alma do povo.
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