Mas um dia que me diz adeus! Todos os sentimentos se misturam, nostalgia, alegria, gratidão, saudades...
 

Passageira

Sou passageira num tempo finito,

mas a infinitude é o farol

da plenitude que em mim mora.

Moro nas madrugadas,

meu tempo é crepuscular

Sempre que a tarde se vai a

poesia vem me visitar.

Eu amo o entardecer!

Perco o meu olhar

nas nuances de cores,

na prece ao sol, no silêncio

que vai abrindo caminho

em meio a multidão...

Sou passageira numa estação poética

com poemas feitos de flores,

de pedras e de amores

Sou passageira no trem da vida. 

Minha mandala de acolher borboletas. Numa tarde de junho, em algum lugar desse planeta eu acolhi borboletas, pesquei alegria, utopias e o infinito que mora nos seus olhos.
 

 

Leveza

As borboletas conhecem

os meus sonhos,

pousam na estrada cheia de marcas

de minhas velhas sandálias

Voam quando sentem a proximidade

de uma viajante sonhadora.

As borboletas vivem os meus sonhos,

sonhos de voar,

voar, até a noite chegar

iluminada pela lua.

É um amanhecer de setembro

e eu sonho que as borboletas vivem

dentro de mim, respiram o meu ar,

pulsam o meu sonhar

e levam o meu coração até você.

Ah, lindas borboletas!