Lençol de girassóis
 Oh, brisa fria que acarinha meu rosto!
De onde trazes tamanha ternura?
 Tudo está longe...
 Tão longe!
 Que o horizonte parece distante.
Uma corda aqui,
Uma guirlanda ali...
Gaia está entardecendo
Gaia repousa o seu espirito
num arco de luz que traduz
o brilho de meus olhos.
Um voo... Um canto...
Um girassol...
No paiol dos sonhos a solidão
se mostra pela fresta do tempo.
Enlaça desespero e esperança
num só laço de dor e afeto.
Gaia aconchega seus filhos e filhas
desabrigados, descuidados,
num quente lençol de girassóis.

Este rio é meu quintal! Minha fonte de inspiração... É tão imenso que o infinito nele pousa para de sua água beber. Sobre ele as gaivotas brincam de fazer travessias e o brilho celeste derrama luz em suas águas amareladas, cor de caldo de cana...

Ondas e estrelas
 Hoje amanheci com saudades de você,
quis segurar sua mão,
beber dos seus olhos,
me enrolar no seu coração,
caminhar com você os caminhos com
espinhos e pétalas de mar.
Não gosto de estar só
Aprecio ser só
A solidão me acolhe numa
tapera tecida de luas
Numa lagoa onde armamos a nossa barraca
Num navio esquecido
entre ondas e estrelas.
A solidão me lê em forma de caracol
Me faz adormecer
em topos de montanha
e jardins de corais.

Infinito bonito, gostoso de se olhar, de se apreciar, de se deslumbrar com a doce solidão de algum entardecer...
Um lindo dia pra você que visita Peles e Pétalas.
Namastê...

É bem assim
 Tudo cristalino...
Céu e terra se amam num só luar
Meus pés flutuam num doce vazio
e minha alma voa nas asas da gaivota.
Aonde está você que mergulhou
e nunca mais voltou?
Aonde deixastes os pincéis
com os quais pintastes o meu amor
nas lindas pedras?
As ondas vêm e me abraçam brandamente,
abraço molhado  de ternura e saudades.
 Abraço abençoado com a cor
do arco íris que vejo do outro lado.
Bem aventurada sejam as ondas
que encontram-se com o infinito bonito...

Que infinitas sejam s belezas simples da vida! Que em meio à multidão que corre, sem olhar as cercaduras bonitas do mundo, tenha sempre pessoas caminhando entre as flores e as estrelas...
Bom dia, amigos de perto e de longe!
Saúde e plenitude para você!

Utopias e liberdades
A terra brotou em minhas mãos
No coração nasceu uma bromélia,
uma rosa menina vermelha
e uma branca Amaralis
Meus pés fincaram ali,
onde nasceu um lírio amarelo.
A terra consagra
o sagrado da caminhada,
consagrada  estrada manchada
de sangue e de sonhos.
Cálices(se) e rosas falam de ousadia,
cantam a rebeldia de um povo
que necessita das utopias
para não esquecer
o cheiro gostoso da liberdade.

Doce liberdade de andar na praia, descalça. De escutar a água conversar com as pedras. De ficar aos pés do São José de Macapá, numa tarde de lindo horizonte...
Com o carinho de sempre!

Doce liberdade
Olho para o céu e vejo uma flor caindo,
fazendo caminho entre duas nuvens
e um horizonte azul
Com delicadeza veio pousar
no jardim de minha alma.
Por que será que esta flor
quis o meu jardim?
Ah, linda flor...
Ensina-me sobre o amor,
porque ainda sou aprendiz.
Olho para a terra
e vejo um broto se abrindo,
surgindo entre o capim e os cristais
E nesses vendavais
o meu sentir é um florir
cantado pelo bem te vi, ao fundo do quintal.
Tudo é novo,
vejo de novo o que não quis acreditar
Numa parte do varal vejo um triste poema,
na outra, o beija flor, faz
da carta que escreveste pra mim,
um lindo poema de amor
e o nascer de uma doce liberdade.

Eu olho o rio Amazonas, o rio Amazonas olha pra mim. Eu faço um brinde a este rio, este rio bebe a minha alma, infinitamente. Eu o contemplo e ele se imensifica no meu olhar... É uma velha historia de amor...

A solidão das sementes
A natureza que mora em mim
precisa de solidão
A solidão é uma fonte de inspiração,
um balaio de onde tiro as palavras
e sopro-as ao vento...
As palavras são paridas nas madrugadas,
em meio as noites estreladas
e o lindo luar.
Nos instantes em que falta o sono
é que os sonhos se abrem como madrigais.
Vem, senta ao meu lado,
embaixo dessa arvore
e colhe a magia  do amanhecer,
enquanto eu bordo outras sementes...

A natureza que mora em mim precisa de solidão. A solidão é uma fonte de inspiração, um balaio de onde tiro as palavras e sopro-as ao vento...
Feliz semana pra você que senta ao meu lado, embaixo dessa arvore e colhe a solidão do entardecer...

Um novo dia
Uma ponte nasce dentro de mim
Me leva por entre
pinheiros e sonhos.
Entre uma curva e outra,
avisto o horizonte,
colorido, bonito, inebriante...
O horizonte ainda está longe,
por isso meu olhar,
faz do caminhar
um tempo de esperança.
A ponte longa, construída em mutirão,
cansa e rega as minhas utopias
A cálida solidão flui em meio a multidão
e embeleza a aurora de um novo dia.

Trago um horizonte azul pra você! 
Neste entardecer vejo a calmaria do rio Amazonas. Vejo a água cantar ao encontrar-se com as pedras... São José de Macapá abençoa esse fluir das belezas encantantes.
Com o carinho de sempre...  

As cores de um devaneio
Vejo tudo nublado,
cor de cinza,
visão embaçada...
A lembrança de um grande amor
invade a alma.
Cheiros me trazem baús empoeirados,
retalhos de um tempo
que ficou no passado.
O coração chora,
a alma brinca com as gotas
de orvalho pendurados
na memória cristalizada
Os vitrais frios desenham
meu rosto franzido de saudades.
Mas em meio ao colorido sem cor,
um pássaro voa
e pousa no varal de
meus devaneios...

Um esclarecimento: Todos os poemas aqui postados são de minha autoria. Os poucos que não são, eu jamais esqueço de colocar o nome do autor.
Um feliz final de semana para você  que senta ao meu lado para ler simplicidades...
Com o carinho de sempre!

Cheiros e sabores
Na estrada da vida eu vou caminhando,
colecionando as marcas
de outras pessoas,
sentindo diferentes cheiros,
apreciando o arco íris de cores,
saboreando os sabores
e plantando girassóis.
Caminho em caracóis,
sem retas, sem metas,
sem planos...
As cirandas me chamam,
a chama da vida dança em mim.
Vou ao teu encontro,
estás dentro de mim.
Vem carinhoso,
amoroso é um amor sem fim.
Nas estradas da vida,
a vida renasce,
no sopro de um entardecer.

Bom dia gente do bem!
Olha o rio Amazonas afagando o nosso caminhar, num abençoado entardecer...

Raios e cristais
Ao longe um trovão explode,
um raio risca os meus cristais,
um sino toca, minha alma canta,
os pássaros voam
e o farol que vejo ao largo do rio Amazonas,
ilumina os meus sonhos.
Ao longe, alguém semeia
e sente que terá flores
por toda a trajetória da vida.
Eu também semeio
e o meu semear cuida dos jardins,
e estes são mais belos do que pude imaginar.
Ao longe, alguém canta,
outros choram, mas o cantar
e o chorar, são raios que já
não quebram os meus cristais...

No fluir d vida eu sigo plantado jardins, cuidando das flores, das pessoas, plantando frutos para alimentar os pássaros e entre sonhos e abraços, escrevo simples poemas.
Uma feliz semana para você que senta ao meu lado, neste virtual espaço e partilha da alegria de ler.

Grãos de areia
Fluir...
Sentir que a areia alva acarinha os fios,
que tecem a Teia da vida
e que sobre o planeta Terra há
mistérios, infinitamente, azul vermelho
e um horizonte bordado com grãos de areia,
franzido de cristais.
Meus ancestrais, vejo aqui,
incrustrados nas pedras,
pedras com alma que acalma
a dor do mundo.
Meus passos feitos de ondas,
caminham entre teias, areias
e segredos, trazidos pela
brisa que molha o vento.
O fluir das pedras é o meu próprio fluir...

Tudo aqui é poesia!
A mata canta, o rio chora e ri, a brisa é morna e aquece a alma
E o horizonte é sempre um convite à contemplação do que sentimos ser eterno
A vida aqui é bem devagar...

Aquecendo sonhos
E a terra se encharca,
o mato cresce,
os botões florescem
e os sonhos se aquecem num tempo novo,
criado pelo povo em meio a desesperança.
A passarada voa,
a canção entoa sua melodia
e o dia surge entre raios de luz
e a palidez do horizonte.
A janela se abre,
respira o cheiro da relva orvalhada,
as ruas agora tomadas de cores
e aromas, marcham em direção
a velha estrada marcada,
que já conhece o caminhar de sua gente
E a terra encharcada canta a minha paz...
 
Olá, gente linda e do bem!
Estive ausente por um bom tempo, mas já de volta, quero agradecer a presença de vocês por este espaço. Espero expressar a minha gratidão através de novos poemas.
Tenham uma semana de muitas bençãos e luz!

Numa rua qualquer
A cada pingo de chuva que caia,
uma doce solidão
invadia o meu peito.
A rua vazia,
a casa barulhando
um silencio assustador.
Olhava no portão
e penas o urubu quebrou o silencio
do meu olhar com seu voo,
leve, mavioso e provocador.
Abri o portão, o portão se abriu
pra dar passagem ao meu ritual,
marcado pela saudade.
As ruas molhadas acolheram
o meu caminhar repousante de sonhos.
Sumi na rua lamacenta
e a lama cuidou dos meus pés
ávidos de caminhada.

Vim aqui colher as folhas voantes no outono da saudade...
Feliz sábado para você que colhe esperança e bem querer.

Veja o outono
Vi uma folha de outono dançando ao vento
Vi uma gota de suor do verão,
tão tombado de solidão que
me lembrei de outros verões
marcados de saudades.
Vi um broto de primavera
ainda enfeitando a janela entre
trovões e relâmpagos.
Mas são os invernos que me aquecem,
que não esquecem de aquecer
os meus travesseiros
bordados de chuva morna.

Bom dia amigos de perto e de longe...
Em meio ao meu jardim nasceu um pé de milho!!
Que alegria!! Que beleza infinita...

Sagrado altar
Meu corpo...
É um altar sagrado da vida,
assim como a terra é o jardim
sagrado das flores
e as flores, a seiva sagrada
dos pássaros em voo.
Tudo em mim é sagrado
Belo e salgado é o mar,
de doce cachoeiras que descem
pelas ladeiras sagradas da Gaia em flor
Corpos consagram a esperança,
almas e danças dos milharais em cor.
Sagrado é o amor...
Meu corpo que deu vida
a outras vidas queridas,
cândidas e aguerridas em meio aos milharais.
É sagrado celebrar o jeito de sonhar
de quem sonha recriar o mundo.

Quando eu me sinto céu! Quando sinto o céu em mi!É mesmo assim... Ao pé do açaizal!
Bom dia, amigos de perto e de longe!
Carinhos no seu coração!
Brincando com a criança que habita em mim...
Bom dia, gente linda!!!

Desertos e girassóis
Ao encantar do mucajá
refiz meu mundo
Reolhei o seu balançar,
redesenhei suas folhas que
sempre estão a balançar,
recriei meus sonhos,
reembelei o meu olhar. 
O meu inocente sonhar cresceu
como a palmeira mucajá
e se pôs a caminhar entre multidões,
girassóis e desertos.
À brisa do mucajá me pus a bordar
outros mundos, a costurar os tempos,
a pintar muros com a palavra saudade.

O meu carinho para você, mulher e homem que, tenha ternura na alma, delicadeza nas mãos, sonhos no caminhar e ousadia para recriar o mundo. Enfim, para você que cultiva uma criança dentro do peito... A flor é do meu jardim!

Respirando Amor 
Linda mulher eu sou, quando estendo as mãos à outras irmãs nesta difícil caminhada e travessias de desertos vazios e sem luz
Quando reconheço na outra mulher, o melhor de mim
Quando meu olhar foge pela janela e se junta ao olhar das Marias e das Pérolas e juntos seguem o horizonte
Quando costuro camisas, vestidos, suor e afetos
Quando bordo nas saias, doces rebeldias e jardins de girassóis
Quando pinto na colcha ferida, lindos destinos, vestidos de liberdades
Quando canto e o meu cantar faz outra mulher dançar as suas utopias
Quando danço e o meu dançar tem a ternura de afugentar as mazelas que ferem a vida
Quando sinto carinho em amar, em me entrelaçar às vidas que ainda trilham infelizes caminhos, cobertos de espinhos e dor
Abençoada sou quando ouso, contigo, ser luz, colo, abrigo e amor
Bem aventurada sou quando compartilho a dor que dói em mim e em ti e quando, na tessitura de nossos destinos, nos fazemos flor de mandacaru.

Sobre o mucajá o céu encanta com suas nuvens crianças sempre a brincar.
Aos pés do mucajá os frutos cheirosos resgatam a minha infância...
Uma semana maravilhosa para você que partilha comigo este espaço sagrado de palavras...

Aos pés do mucajá
À sombra do mucajá
o espaço canta
e a inocência me olha
com seus olhos de juruti.
A semente cai e espoca-se,
dela brota borboletas,
sabiás, girassóis e sonhos.
Olho pra rua e vejo
a juventude envelhecida,
carcomida pela desesperança.
Olho para o céu e vejo um avião
riscando o infinito
Como é bonito voar,
sair de um lugar, andar sobre as nuvens,
atravessar rios, florestas, mares,
chegar a algum lugar
e recomeçar, recosturar o que foi corroído
aos pés do mucajá...