O entardecer dando passagem para a noite descer sobre a Terra sua cortina escura... Nesta hora os anjos cantam para a nossa alma descansar, repousar entre a beleza triste e o mistério que sonda a Vida. Eu amo me entregar a este momento de meditação e consolo!
Maria e eu
Hora da Ave Maria...
Bate uma tristeza enlaçada com a tarde
 Parece que um pedacinho de mim se vai
na doce saudade
do que não foi e não será jamais.
É Ave Maria...
Os pássaros voam de volta para seus ninhos,
levam com eles o meu entardecer
A terra seca geme, mas logo
a brisa orvalhada há de molhar a Gaia maltratada
e no amanhecer as rosas vão florescer
e a tristeza vira liberdade.
Ave Maria cheia de graça...
O silencio pousa suavemente suas mãos
na solidão que eu gosto de ter
O vento abre a janela, o telefone toca, lá se vai a
minha imaginação, o horizonte, a poesia, o meu pedido
 de perdão e a minha eterna gratidão a Vida.
Bendita és tu entre as mulheres...
A primavera cativa o meu coração porque com ela vem as flores, os sonhos os amores que as vezes pensamos estarem longe... Meu jardim está florindo, a alegria está parindo sonhos de Paz.
Um sonho que sobrevoa o cais
Quem se arrisca a dizer...
O paradeiro daquele sonho?
 Seguiu a revoada das andorinhas?
O mergulho das gaivotas?
 O cardume dos peixes na piracema?
Os remansos e redemoinhos do rio?
As correntes do mar?
Será que encalhou na canção a cantar
na beira do velho cais?
Aonde está o meu sonho?
 No puído do surrado blusão...
Num cantinho morno do meu coração que
 se faz além dos vendavais,
das velas dos possíveis destinos
e da beleza de amar navegar.
O meu sonho está aqui,
dentro de mim, dentro de ti,
no barco que se solta do cais...
Olá, gente linda que lê meus versos... Eu te desejo um belo entardecer! Que o seu adormecer seja velado por anjos de luz, anjos da paz!
Deusas amam pedras! Eu sou Deusa...Elas são o meu altar de encantamento e boniteza. Esta, eu fotografei na estrada para o Oiapoque...
Aprendiz da alegria
Junta a lágrima,
água que lava o seu prato,
que ternura os seus olhos,
que limpa de seu olhar os dias cinzas,
talvez tombados de dor.
Seca a lágrima, respira suave
e profundamente,
veja que o horizonte está te falando de amor.
Chorar é bom, é bom aliviar as tormentas
que se grudam na alma
Agora recuperas a calma, é hora de ser feliz
e aprendiz do que ainda virá.
 Te entregas a magia de ser, de sorrir, de fluir
A agonia pode até reaparecer,
mas não é agora, talvez num outro amanhecer.
Chorar cria brilho no olhar...
Gente linda que ama a poesia, boa tarde!
Além da poesia eu, também amo pedras...
Fui a trabalho a cidade de Oiapoque-Ap e olha com o que me deparei, uma capelinha toda de pedras! Fiquei encantada com esta singela beleza!  
Lenha e poesia
Ponho lenha na fogueira,
ateio o fogo pra afugentar os maus olhados,
os quebrantos e as misuras que eu mesma faço
Também as dores e as tristezas
de um tempo que volta ao passado
e que nem sei se deixa saudades.
Ponho vento nas palavras,
ponho palavras na alma
Dos olhos faço poemas,
nos versos desenho horizontes.
Ponho lenha na fogueira, cachoeiras no fogo,
a lenha acende as chama,
o amor incendeia as entranhas da esperança.
 Ponho o horizonte nos meus pés cansados,
rosas nos seus sonhos cálidos
e nuvens de algodão no seu coração,
no meu e de toda essa multidão que talvez,
perdida está na ilusão de quem
não acha seu próprio caminho.
Finais de semana eu gosto de ficar em casa para cuidar de minhas plantas, apreciar as flores que descem em cachos por toda a varanda. Elas enchem os meus olhos de cor, meu silêncio de vozes, completam os meus versos inacabados... Amo ver meus filhos dormirem até tarde, descansando da lida da semana... Tudo fica mais bonito quando me junto aos meus vizinhos que conversam nas calçadas de suas casas, as risadas estão sempre presentes.
Gratidão à Vida!!!

Fé na vida
Eu afasto de mim a desesperança,
eu cultivo a fé na vida,
digo não para o que não sai do coração,
digo sim para os jasmins
que perfumam o entardecer.
 Sossego o meu coração,
o perdão anda comigo,
acarinhando as minhas mãos
Perdoo a dor, o desamor
e também as delicadezas do amor
e assim eu vou amando os flamboyants,
do jeito que a rosa é beijada pelo beija flor.
Eu, você, pássaros e flores,
havemos de fazer com que os amores
encham o mundo de paz.
Aqui, o rio Oiapoque só acorda quando o sol esquenta. Seus lençóis são salpicados de neblina... Lindo de se ver...
Em meio aos milharais
Planto nos teus sonhos uma constelação de estrelas,
nos teus olhos, asas de gaivotas,
nos teus cabelos, ninhos de rouxinóis,
dos teus caminhos retiro os espinhos
e num toque de carinho ponho em suas mãos
a doçura do meu amor.
Teus sonhos se enchem de cor,
teus olhos dançam num infinito voo,
teus cabelos são canção que ao som do coração
encantam céus e anjos.
Rosas nascem nas pegadas de tua caminhada,
nas mornas madrugadas te cubro com lençóis de luar
e entre o grito da noite e o encanto da lua
o meu amor se faz o seu amor,
no meio dos milharais.

A flor da esperança
Colhi um sonho...
Que balançava diante de mim,
numa imaginação trazida pelo infinito
Colhi uma rosa trazida pela roda que
girava a manivela da história.
 Colhi uma semente da arvore do bem querer,
do bem fazer, do bem viver,
ela vai nascer no jardim que recriei pra mim,
pra você, pro mundo.
O sonho colhido, a imaginação infinita,
a Rosa e a Margarida me ajudam nesta missão florida
que é fazer nascer jardins
nas paredes coloridas do mundo.
A árvore dos sonhos tombou,
ameaçou cair, mas revigorou, floresceu
e orvalhou a flor da esperança.
Olá gente querida, tenha um felizzz sabado!
Aprendi, ontem que não temos problemas. temos oportunidades de resolução de problemas.
assim sendo, sejamos felizes e agradeçamos à VIDA!
Na nostalgia da janela
Um mar agitado,
Ventos uivando e vendavais chegando,
um navio encantado ancorado ao longe,
iluminado pelo equador.
Uma ilha quebrada pelos banzeiros,
o buritizeiro sopra flores e abençoa o entardecer,
de cores douradas.
Entre versos e rimas surge
um céu azulado com flocos de algodão doce,
uma borboleta faz revoada,
um bem te vi bica aqui,
pertinho de mim, na nostalgia da janela
onde pousa um vaso com belas orquídeas. 
Fluidos de uma canção
Uma canção cantou pra mim
 Ela saiu do mundo dos sonhos,
de um tempo florido que muitos dizem
ter ficado pra trás.
Minhas mãos acenam,
meu olhar celebra o infinito,
mas o grito de paz ainda tremula na bandeira branca,
vermelha, colorida.
O rádio se cala, a canção fala,
a saudade exala
e o meu peito sonha um sonho ainda ardente.
Pra lá do mar,
outras rosas e sabiás continuam a cantar
e a perfumar a canção
que não deixa de cantar
A canção ainda canta em mim...

Fotografias
Fotografo...
O vento que leva pra longe a andorinha solitária;
o tempo, tão intenso, tão cheio de prosopopeias;
o silencio, meu lindo companheiro de jornada;
a asa dos sonhos;
o voo das borboletas;
 a magia da sineta que anuncia a tua chegada.
Fotografo...
A suavidade da estrada;
a brisa morna da madrugada;
a cálida serenata que vi
através da janela do meu quarto.
Fotografo...
A gratidão infinita;
o grito delicado da alvorada
e o amor que acaba de pousar na gota do orvalho.
Eu fotografo você...
Um caso de amor
Olho pela janela da imaginação e vejo o céu vazio
Neste imenso vazio,
o céu faz nascer nas janelas lírios amarelos
e a imaginação se imagina num campo
colhendo flores silvestres.
A janela florida e aberta
se perde na fantasia da palidez do dia
A imaginação se delicia na suavidade da melodia
que afasta pra longe a angustia de ter que pensar.
O céu se faz uma sala de brinquedos,
crianças, anjos, tintas e diferentes pinceis,
agora viram anéis que simbolizam
o meu caso de amor com a Vida.
Jardins de paz
Que saia de dentro do teu peito a paz que bradas,
que ela caminhe pelas ruas escuras,
que ela sente na calçada abençoando as madrugadas
as festas da meninada,
o dormir e o acordar das famílias desencantadas.
Que saia dos meus olhos uma paz engravidada de sorrisos,
de ternura, de cândida esperança,
embalando nossas andanças
e tantas outras utopias.
Que as nossas mãos, alma,
mente e coração estejam tecendo a paz cantada,
falada, anunciada na boniteza das rodas da Vida.
Que a paz floresça nos jardins dos sonhos,
nos jardins de carne...

Eu vi
Vi o todo numa única imagem
Vi o dia adormecer, vi a noite amanhecer,
vi a estrela clarear bem pra além do mar,
vi o sol afundar e recolher o lodo da lama do fundo do rio.
Vi a gaivota sonhar, a lua namorar o ronco do motor,
eu vi a floresta falar, a água cantar,
o universo abençoar, o silencio consagrar
o seu próprio silencio.
Eu vi o meu sonho se encantar,
vi o caminho assoviar seus segredos,
vi as espumas bailar
Eu vi Deus remando num pequeno barco.

Doce esperança
Dentro das deusas mora um mar,
por que será que não sei navegar?
Tenho um horizonte que me chama, que inflama minhas utopias,
mas que empalidece a chama que arde no meu peito.
Tenho um jardim, mas ele não floresce dento de mim
Tenho perolas nos meus olhos
e nos meus sonhos espalham-se cristais.
Tenho uma imensa praia para caminhar,
mas quando nela bate o luar saio a catar estrelas do mar
para nelas incrustar uma doce esperança.
Tenho leme, tenho remo, tenho faia,
vou sair da praia, vou fazer um barco,
vou costurar uma vela, vou beber meu mar,
vou aprender a navegar,
e nas noites sem luar vou armar uma tenda
 para nela  bordar os meus versos.
Vou abrir a janela infinita da vida
e me atirar na rebeldia de ser e viver como os cristais. 
Doce ternura
As borboletas se escondem atrás do sol,
confundem os meus olhos,
distraem o meu pensamento,
levam-me para o doce tempo de minha infância
quando as borboletas e as velas dos barcos
se misturavam e eu não sabia
distinguir uma da outra.
Borboletas e beija flores fazem amor diante dos meus olhos
Ah, como meus olhos gostam de ver,
se encantam com estes gestos simples, mágicos
e tão naturais da vida...
Bendita Mãe criadora da beleza,
Deixa que toda esta singela transborde os meus olhos
de doce ternura e de um imenso amor.

Um caminho
Sempre sonhei com um caminho azul,
com flores vermelhas ladeando as suas margens,
com pétalas e folhas secas espalhadas pelo chão
da gratidão e da saudade.
Sonho com pássaros cantarolando nos galhos
onde nascem capins,
orquídeas brancas e amarelas.
Sempre sonhei que esse caminho azul
me levaria a uma casa feita de estrelas
no meio de um jardim de carne e girassóis,
nesse caminho azul
eu caminho com a poesia e com meus sonhos...

Ruídos, gritos e silêncios
Um vendaval varreu o meu chão,
jogou por terra pedaços de meu encanto,
rodopiou no ar as folhas que consumiam sua eternidade.
A luz apagou, eu acendi as estrelas,
os vagalumes adentraram nos meus olhos
e a lua banhou meu corpo e tudo silenciou.
As vozes da noite me amedrontam,
são muitos os ruídos, os gritos,
os latidos e até o voar da coruja me assustou.
Meu quintal amanheceu triste,
a rua um poço de fantasia
e o amanhecer molhou de frio o meu olhar.

                            De volta pra casa             
Eu vim do tempo das águas...
Trouxe espumas, conchas, ondas
e uma imensidão infinita de saudades
Uma dor no coração, um punhado de emoção
e o desejo de fazer o caminho de volta.
Eu vim de uma madrugada fria,
de uma tarde de agonia,
mas lhe trouxe um céu estrelado.
Trouxe a simplicidade que mora nas margens,
trouxe um amanhecer silencioso,
uma lua branca que despertou com o canto uirapuru
e trouxe ainda um pedaço do céu azul
que se apossou dos meus olhos durante o entardecer.
Eu trouxe você dentro dos meus versos.
Olá meu querido, minha querida!
Amanhã viajo e vou passar todo o mês de julho fora.Certamente não vou ter como atualizar este blog,
mas deixo aqui o meu carinho a você. Que Deus o-a abençoe. Que julho lhe traga Paz, alegrias, saúde e fé na vida.
Um grande beijo no seu coração! Até breve! 
Gente linda
Tem gente tão linda que,
no lugar dos cabelos nasce flores,
no opaco dos olhos predomina
a cor verde do silêncio e nos lábios,
sempre surge a cor acerejada do por do sol.
Tem gente linda que come poesia,
que respira a fragrância do amanhecer
e quando chora suas lagrimas
tem o sabor salgado do doce mar.
Gente linda, sempre traz no sorriso uma estrela,
na voz o sussurro das águas
e no coração uma capacidade imensa de amar.

       O caminhar dos caminhos
Os caminhos me surpreendem,
o caminhar me espanta,
canta o canto que o vida gerou,
encanta o meu olhar que outro dia
eu o esqueci aos pés de uma montanha.
Mas logo fui buscar
e gravei o meu cantar numa flor,
tatuei o meu sorriso nos cristais e jazidas
nos quais havia acabado de tropeçar.
Os caminhos me assustam,
o caminhar me acalma, faz festa no meu coração
é uma celebração, é um encontro
      com todos os meus sonhos.

Namorando a lua
E a montanha acena ao longe
cobrindo de versos, o teto do casebre
que acolhe os meus sonhos.
Vou abrir as janelas,
tirar o pó das cortinas, acender o fogão de lenha,
saborear o café que, agora,
esquenta a fé do povo.
E a montanha se estende pelo horizonte,
ao seu redor se ouve o inaudível,
se decifra os segredos do infinito,
do vento e das nuvens
que escorregam para as planícies.
Eu ergo palhoças para namorar a lua
Na estrada feita de carne fico a esperar 
pela sua chegada.

Ainda que seja inverno
Minha voz soltou o seu canto,
minhas palavras se penduraram
no teto vermelho do meu quarto
e a minha sombra no espelho refletiu
a imagem da saudade que,
a tempo move os meus passos.
O meu canto cantou o inverno chegando,
molhando o frio da solidão
Nas calçadas vazias de comunhão,
corpos tremem ao relento das noites encharcadas.
O meu canto para de cantar,
minha voz se faz lençóis e sai cobrindo o abandono
e o medo que dorme nos becos enrolados
nos cobertores de minha consciência.
Mas, a primavera há de chegar...
Eu tenho que plantar jardins ainda que seja inverno.

O carinho do tempo
O tempo suavemente pinta meus cabelos,
alarga limitando o meu olhar,
aguça a minha percepção do mundo,
embeleza a minha compreensão,
adormece as minhas mãos, atiça o meu silencio,
mesmo dentro do borbulho de vozes.
O tempo coloca uma flor silvestre nos meus olhos,
uma onda e um pedaço do mar nos meus sonhos
e ainda me presenteia
com dias feitos de borboletas em voos.
O tempo é carinhoso comigo,
cuidadoso com a minha lentidão,
me envolve de paixão e comigo caminha
tatuando nos muros os meus cabelos brancos.