Amo as coisas velhas! São cheias de historias e resistem ao tempo. Tem perseverança. Porque resistir aos banzeiros do rio Amazonas só sendo persistente. Esse é o porto onde meu irmão Clodoaldo ancora os seus sonhos.
 

Rabiscos do tempo

Pensei te encontrar no banco de pedras

Lembra quando você,

nelas se encantou?

Te encontrei nas cordas do violão,

no texto que rabiscamos juntos,

nos sonhos derramados

em meio à multidão.

Achei também,

a nossa velha sacola onde

guardávamos as sementes de paz,

as sementes de amor.

Quando quiseres me encontrar,

vou estar nos vinte poemas de amor

e uma canção desesperada, de Neruda.

Vai lá, o horizonte é nossa casa... 


Em um lugar onde a natureza fala ao coração. Onde a mente dorme e os olhos falam o que a alma sente. Gratidão à Gaia!! onde você estiver receba o meu carinhoso abraço! 

Meus faróis

Esqueci o silencio dentro de mim,

sofri, plantei outro tempo,

também de sofrimento

e sem poesia.

Pisei no capim,

despetalei sagradas pétalas,

soprei para longe

o morno vento,

toquei fogo nas madrugadas,

joguei tempestade nos entardeceres

e ervas daninhas nos jardins.

Escutei o sabiá cantar pra mim,

era madrugada,

pintei meus sonhos de esperança,

abracei o travesseiro da paz.

O vento tocou minhas mãos,

cuidei dos jardins de flores

e de carnes, jardineira, detive 

as primaveras, 

gentilezas e utopias voltaram

a florir meus sonhos.

Escolhi não apagar os meus faróis... 

Penso que essa mão é de minha amiga Fernanda. Ela é um ser de gentilezas. Também nós somos gentis e amorosos. Noite de Paz para você!