Pensar com os olhos

Fechei a porta do pensamento

Abri a porta dos meus olhos

Pensar cansa os meus cristais,

as vezes afasta o que é belo,

conduz a um tempo

sem cobertor, sem cor e sem quimera,

sem o pulsar de um abraço apertado.

Muito já pensei,

muito me afastei do meu

reverberar poesia.

Quando abri meus olhos,

vi um rouxinol azul,

um arco íris pintado de gente

e a urgência de criar poetas.


Lembranças do encontro com as irmãs que tanto amo, gratidão... Nesta tarde que já se vai, deixo aqui o meu carinho a você que por aqui passeia. todas as nuances deste entardecer, para você que, carrega no peito, as dores, os amores e saudades...

 

Incertos passos

Meus ouvidos são tocados

por uma voz que vem de longe,

bem de longe

É uma música tocada pelas marés

É o canto das aguas,

é o cantar dos sonhos...

Não sei se vem do mar,

não sei se vem dos rios,

mas é um cantar que me chama

para a magia de amar.

Meus cabelos são acarinhados

pelo vento, soprado de algum lugar,

lá de onde os pássaros cantam,

as flores balançam

e o meu olhar se veste de saudades.

Ando na rua, mas parece que

a rua é mar, tudo dança,

até a solidão do meu caminhar.


Uma guirlanda clicando as nuances do infindo horizonte... Onde está a tarde? Onde está você? por que me disse que voltava e não voltou? A cada entardecer fico de alguma varanda a esperar você, que há de vir num turbilhão de sonhos...