Um amor de nome Amora

Não somos donos de nada,

nem das árvores,

nem da chuva fina,

nem do entardecer solitário,

nem da saudade que dói no peito.

Como fios de uma única teia,

estamos juntos

nessa nave chamada terra,

nesse imenso universo.

A Amora também não é nossa...

O quintal está triste ou triste estou eu?

Cadê a Amora travessa,

a Amora carinhosa que ama

um cafuné na cabeça,

que como criança corre sem cansar,

mas de repente cansou,

murchou, adoeceu...

Nossa eterna cachorrinha

nos disse adeus, se foi...

Que triste! Como dói!

Amora, agora você

está em liberdade,

correndo entre flores e amoreiras,

e esse jardim é todo seu,

minha branquinha amada!

Hoje, sua casa amanheceu escura

e o quintal é um doce silêncio...


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