Linda essa Amorinha! Era minha companheira de todas as manhãs. Uma doçura de criatura. Caçadora...  Agora corre em outros quintais, habita outra casa...
 

Um amor de nome Amora

Não somos donos de nada,

nem das árvores,

nem da chuva fina,

nem do entardecer solitário,

nem da saudade que dói no peito.

Como fios de uma única teia,

estamos juntos

nessa nave chamada terra,

nesse imenso universo.

A Amora também não é nossa...

O quintal está triste ou triste estou eu?

Cadê a Amora travessa,

a Amora carinhosa que ama

um cafuné na cabeça,

que como criança corre sem cansar,

mas de repente cansou,

murchou, adoeceu...

Nossa eterna cachorrinha

nos disse adeus, se foi...

Que triste! Como dói!

Amora, agora você

está em liberdade,

correndo entre flores e amoreiras,

e esse jardim é todo seu,

minha branquinha amada!

Hoje, sua casa amanheceu escura

e o quintal é um doce silêncio...


Se correr riscos se faz necessário para ser feliz, então umbora,,,
 

 De riscos e pérolas

Se viver é correr riscos,

me arrisco.... 

a me balançar sem medo de cair,

a dançar sem temer a timidez,

a cantar, sem barulhar o silêncio,

a caminhar sem deixar de escutar o uivo do vento.

Ao me espiritualizar,

deixo Deus fazer em mim morada

e consagro o sagrado sem medo de sangrar.

Me arrisco a admirar toda a divina beleza

que se põe diante de meu olhar

e ponho meu corpo a se movimentar

na dinâmica da vida, 

deixando a felicidade calçar os chinelos meus.



Voltei... trouxe para você um amanhecer da esperança. O sol de um dezembro qualquer. Paz e bem para você que ama os amanheceres...

Eterno hoje

Hoje, deixo no seu sono

minha imagem escrita em poemas,

para que ninguém descubra

o nosso segredo guardado na alma.

Hoje e eternamente

deixo em sua mão esquerda,

um pergaminho e uma rosa

para que você não se esqueça

de quando andávamos procurando

um sol, no escuro

da noite sem sonhos.

Hoje espalho sementes de girassóis

no seu caminhar

e em cada pegada sua

deixo lírios amarelos

e um beijo transbordando ternura.

Ah, que saudade!