Em algum Laguinho

No silêncio do Canto,

nasce um poema

Nos cantos desse poema

há um Canto que canta,

que encanta,

que faz dançar

os instrumentos musicais.

Hoje ouvi o seu violão chorar,

mas logo depois,

um sonoro gargalhar

se fez escutar lá pros

cantos do Laguinho.

O Canto carregou o seu cantar

foi para o lado de lá,

erguer sua maloca

sobre a brisa do rio mais belo

Foi gapuiar a pororoca

e girar o seu olhar

em algum devaneio.

O canto do Canto é prece,

sempre batucando,

marabaixando nos versos

sem rimas

e nas entrelinhas de todo poema.

Enfim, sem fim, saudades...

 

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